
A NR 36 estabelece diretrizes essenciais para a segurança em frigoríficos, pois aborda temas como ergonomia, iluminação, proteção em máquinas e controle térmico. A sua aplicação garante um ambiente de trabalho seguro e em conformidade com as normas trabalhistas, além de vários benefícios para empresários do setor.
O Brasil é um dos mais importantes produtores de carne bovina no mundo. Contamos com tecnologias avançadas, que garantem cada vez mais qualidade e responsabilidade aos processos, mas também aos produtos comercializados. Nesse contexto, você sabe o que é a NR 36 e sua influência no mercado de carnes?
No artigo, falaremos mais sobre essa norma do Ministério do Trabalho e Emprego que regulamenta os frigoríficos. Conheça os principais pontos e as resoluções em iluminação para esses modelos de negócio, indispensável para ter um ambiente de trabalho seguro e mais competitivo. Continue a leitura e confira!
O que é a NR-36 e qual sua importância?
A NR-36 é a norma regulamentadora para Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados. Entrou em vigor na data de 18 de abril de 2013, e segue em vigência até o momento.
A sua principal função é indicar as melhores práticas em ambientes críticos, como os frigoríficos. O objetivo é regulamentar melhores condições de trabalho aos profissionais, além de reduzir acidentes no setor.
Principais exigências da NR 36
Os principais requisitos abordados pelo texto da norma são:
- Mobiliário e postos de trabalho
- Estrados, passarelas e plataformas
- Manuseio de produtos
- Levantamento e transporte de produtos e cargas
- Recepção e descarga de animais
- Máquinas
- Equipamentos e ferramentas
- Organização das atividades
- Condições ambientais de trabalho
- Equipamentos de proteção individual – EPI e vestimentas de trabalho
- Gerenciamento dos riscos
- Programas de Prevenção dos Riscos Ambientais e de Controle Médico de Saúde Ocupacional
- Organização temporal do trabalho
- Análise ergonômica do trabalho
- Informações e treinamentos em segurança e saúde no trabalho
Entre as principais exigências, a iluminação é um ponto de destaque. Luzes adequadas no ambiente de trabalho são essenciais para garantir a segurança e a produtividade dos trabalhadores, especialmente no setor frigorífico, onde a NR 36 estabelece requisitos específicos para evitar fadiga visual e reduzir riscos operacionais.
A norma determina níveis mínimos de iluminação conforme o tipo de atividade realizada, considerando a necessidade de boa visibilidade para a execução das tarefas com precisão e segurança.
- Ambientes de inspeção: exigência mínima de 500 lux para facilitar a detecção de imperfeições sem esforço visual excessivo;
- Corte e desossa: nesses setores, a NR 36 estabelece um mínimo de 300 lux, pois essas atividades exigem alta precisão no manuseio de facas e equipamentos cortantes;
- Áreas de circulação: nos espaços onde os trabalhadores transitam entre diferentes setores da planta, a exigência é de pelo menos 150 lux. Esse nível de iluminação é suficiente para garantir a segurança dos deslocamentos.
Além dessas exigências mínimas, a NR 36 reforça a importância de uma iluminação uniforme, sem sombras excessivas ou contrastes acentuados que possam dificultar a adaptação da visão. O uso de luzes com tonalidade adequada também é recomendado para evitar desconforto visual.
Medidas de prevenção e boas práticas
A NR 36 estabelece diversas medidas de prevenção e boas práticas para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores no setor frigorífico. Confira as principais orientações:
1. Ergonomia e organização do trabalho
- Realizar a Análise Ergonômica do Trabalho (AET) periodicamente para identificar riscos e propor melhorias;
- Ajustar a altura e disposição dos postos de trabalho para reduzir esforço físico excessivo;
- Implantar pausas ergonômicas durante a jornada para prevenir fadiga muscular e doenças ocupacionais;
- Adaptar o ritmo de trabalho para evitar sobrecarga e lesões por esforço repetitivo (LER/DORT).
2. Segurança em máquinas e equipamentos
- Instalar dispositivos de proteção em máquinas, evitando contato direto com partes móveis;
- Implementar sistemas de parada de emergência acessíveis e sinalizados;
- Manter equipamentos bem regulados e realizar manutenções periódicas para evitar falhas mecânicas;
- Oferecer treinamentos regulares sobre o uso seguro de máquinas e ferramentas.
3. Controle de temperatura e conforto térmico
- Fornecer vestimentas térmicas adequadas para trabalhadores expostos a baixas temperaturas;
- Implementar pausas térmicas para recuperação fisiológica dos trabalhadores em câmaras frias;
- Manter portas bem vedadas para evitar correntes de ar e oscilações térmicas.
4. Prevenção de acidentes e treinamento
- Estabelecer protocolos de segurança para cada setor da planta frigorífica;
- Promover treinamentos contínuos sobre uso correto de EPIs, primeiros socorros e prevenção de acidentes;
- Sinalizar adequadamente áreas de risco e saídas de emergência;
- Realizar simulações de evacuação e emergências para garantir que os trabalhadores saibam agir em situações críticas.
5. Gestão da saúde e bem-estar
- Implementar programas de prevenção de doenças ocupacionais, com exames médicos periódicos;
- Disponibilizar assistência ergonômica e fisioterapêutica para os trabalhadores;
- Estimular boas práticas de higiene e saúde no ambiente de trabalho.
Benefícios da iluminação LED na indústria alimentícia
Devido aos seus benefícios em eficiência energética, segurança e qualidade, a iluminação LED tem se destacado como uma das melhores opções para a indústria alimentícia.
No setor frigorífico e de processamento de alimentos, o uso de LEDs oferece vantagens significativas. São elas:
Eficiência energética e redução de custos
A tecnologia LED consome até 80% menos energia em comparação com modelos fluorescentes ou incandescentes, reduzindo significativamente os custos operacionais.
Além disso, sua longa vida útil, que pode ultrapassar 50.000 horas, minimiza a necessidade de trocas frequentes e custos com manutenção.
Melhor qualidade da iluminação
Os LEDs oferecem uma iluminação uniforme e sem cintilação, garantindo maior conforto visual e reduzindo a fadiga ocular dos trabalhadores.
Além disso, proporcionam um alto índice de reprodução de cor (IRC), essencial para a correta identificação de alimentos, inspeção de qualidade e manuseio preciso de carnes e derivados.
Segurança e conformidade com normas
Diferentemente das opções fluorescentes, os LEDs não contêm mercúrio ou substâncias tóxicas, eliminando o risco de contaminação alimentar em caso de quebra.
Além disso, são resistentes a vibrações e variações de temperatura, sendo ideais para câmaras frias e áreas refrigeradas, onde outras luzes podem falhar devido ao frio extremo.
Redução de calor e impacto no clima interno
As luzes tradicionais geram calor excessivo, o que pode afetar o controle da temperatura em ambientes refrigerados.
Já a iluminação LED emite menos calor, ajudando a manter o equilíbrio térmico das instalações e reduzindo o esforço de sistemas de refrigeração, o que também impacta positivamente na economia de energia.
Sustentabilidade e impacto ambiental
A iluminação LED é ecologicamente correta, pois tem menor consumo de energia, não contém metais pesados e é 100% reciclável.
Seu uso contribui para a redução da pegada de carbono das empresas e o cumprimento de metas de sustentabilidade na indústria alimentícia.
Maior controle e automação
Os sistemas de LED podem ser integrados a sensores de presença e controle automatizado de iluminação, garantindo que a luz seja usada apenas quando necessário.
Como vimos, a aplicação eficaz da NR 36 em frigoríficos exige um compromisso contínuo com a segurança, a ergonomia e a saúde dos trabalhadores. Para isso, é essencial que as empresas do setor adotem uma abordagem integrada, combinando boas práticas de gestão com investimentos em infraestrutura e tecnologia.
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